lembro quando eras tu pra mim a novidade ...
trazia toda a gíria , toda a era que eu não tinha,
todo o viver de agora que vazio eu deixava escapar ocupado vivendo pra dentro
vivendo de mim, sendo eu mesmo desperdício,
um ser não compartilhado
um objeto não identificado
um fantasma com alguma cor
nada mais
nada amor
alma alguma um convite a dor
um eco rouco não equalizado
um animal mal domesticado
sedento de sim, sofrendo a abstinência do vício,
tudo a volver devora-me como cio eu sem despertar mas acordado em pensamento
tecia toda a pira, toda a historia que eu não lia,
sendo tanto quisera que fosse tu enfim saudade ...
Quem sou eu
- Wagner Luíz @cadaveZmaisloco
- Apaixonado ... cada hora por algo , vivo de pequenas distrações, coleciono canções, pessoas, passos, enfim, um vasto relicário de ações + reações ... campeão em recordações. já o FUTUROooo... eu deixo todo ELE pra vocês !!!
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Descrever, Desquerer
hoje já não padeço de solidão, padecia, sim, quando descia em meio a multidão de copo cheio em mãos vazias, descia numa aflição de desesperar - espera desistida - delirava, ardia, madrugada quente...
hoje apareço pouco, amigos com o tempo se transformam numa outra coisa, que é linda também, numa relação seca mais que nunca esfria , leio versos, ouço canções, respeito o sono e assisto minhas memórias como quem se põe a bisbilhotar o perfil alheio
hoje que beijos não me faltam, que alimento um amor que cada dia acorda novo com uma força que vêm não sei de onde,
hoje que pouco me falta, ou que não sinto a falta do tudo com o qual me distraía,
hoje escrevo, descrevo, deliro uma nova alegria,
quero tudo escrever e evitar a rima,
não quero mudar uma grama sequer de lugar,
quero o sol, a chuva,
quero também a coragem de desquerer ...
e se possível - até mesmo contentar-me com a tristeza
hoje apareço pouco, amigos com o tempo se transformam numa outra coisa, que é linda também, numa relação seca mais que nunca esfria , leio versos, ouço canções, respeito o sono e assisto minhas memórias como quem se põe a bisbilhotar o perfil alheio
hoje que beijos não me faltam, que alimento um amor que cada dia acorda novo com uma força que vêm não sei de onde,
hoje que pouco me falta, ou que não sinto a falta do tudo com o qual me distraía,
hoje escrevo, descrevo, deliro uma nova alegria,
quero tudo escrever e evitar a rima,
não quero mudar uma grama sequer de lugar,
quero o sol, a chuva,
quero também a coragem de desquerer ...
e se possível - até mesmo contentar-me com a tristeza
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Sobre a bondade III
já não há tempo de ser bom
fala-se em bondade e essa habita na boca dos que praticam a maldade sem igual
e já não são bons, nem mesmo na arte de ser mal
o próprio coisa ruim se irritaria ao se deparar com essas figuras que em seu nome
fazem o mal de um modo tão mal feito
que acredito até que a bondade seja um mal
mas o produto de um mal com defeito
fala-se em bondade e essa habita na boca dos que praticam a maldade sem igual
e já não são bons, nem mesmo na arte de ser mal
o próprio coisa ruim se irritaria ao se deparar com essas figuras que em seu nome
fazem o mal de um modo tão mal feito
que acredito até que a bondade seja um mal
mas o produto de um mal com defeito
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Salve o Amor, Salve a Amizade
o que é que se faz quando as pessoas somem? quando as afinidades afinam, afinam e ...
se rompem.
já tive muitos amigos, há muitos que ainda tenho em conta, outros com os quais não conto e tantos outros que não ouso contar uma vírgula do que se passa comigo. E o que faz com que eu conte tal *fulano como amigo? Do mundo, exceto o desprezo, a amizade foi - e é - o maior sentimento ao qual já tive acesso. Aprendi que não é a amizade que acaba ... se tal fenômeno se dá é que ela – a amizade- na verdade nunca esteve lá.
já tive muitos amigos, há muitos que ainda tenho em conta, outros com os quais não conto e tantos outros que não ouso contar uma vírgula do que se passa comigo. E o que faz com que eu conte tal *fulano como amigo? Do mundo, exceto o desprezo, a amizade foi - e é - o maior sentimento ao qual já tive acesso. Aprendi que não é a amizade que acaba ... se tal fenômeno se dá é que ela – a amizade- na verdade nunca esteve lá.
Embora a amizade esteja super em alta no mercado, em especial quando o
assunto é rede social e a fortuna de Mark Zuckerberg é a prova material de tal fenomêno. Somos, hoje,
um para o outro,apenas fotos, um encarte na parede, uma cédula que caiu em desuso,
perdeu o valor.
Aos caros amigos que
tenho perdido, não só o contato mas também as afinidades, deixo claro
aqui que a AMIZADE CONTINUA nem que seja com um outro amigo.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Previsão do Tempo
deixo tomar território no meu resto o que era pra ser barba, esta penugem, rala não me atrapalha, é um mal que pode ser evitado à navalha, a má aparência, como já disse, não me atrapalha, mal apareço, logo não há má aparência alguma. há os que não me vêem, e há os que me vêem como um fantasma, ou uma cópia do que quer que eu já tenha ousado parecer ser um outro dia, dia esse em que vivíamos no futuro, construindo o outro que eu queria ser, aparentar ser, ser sem pertencer, ao menos eu tinha a pretensão de parecer, de aparecer, aparecido que era hoje não há uma só camiseta colorida em meu ármario, hoje eu tenho ármario, e já não tenho remorso, vou levando um dia após o outro com a mesma pungência que o Blue parece mover àguas em seu violão, oh, céus, quanta força,
temo que esta seja em vão, mas, vamos movendo vendo vida nesse vão
trago também um mal amor pelo mundo, quero desaparecer, só que sou egoísta, me prendo a idéia de que o mundo pararia se eu parasse, como no dia em que fui parido penso que algo perecia enquanto eu nascia e hoje sinto o inverso é como se outra coisa ainda desconhecida florescesse enquanto eu pereço, vale lembrar que é um outro eu que agora perece, entre talheres e tragédias no intervalo do almoço, fotos felizes de moças zombando, a alegria, em deboche, é a única forma de protesto destas filhas de sabe-se-lá-quem, que geração foi essa calada que nos antecedeu? vazia sem graça e inopinante, de homens mal trajados feito moleques, e de meninas tão gastas feito mulheres?
e eu vou movendo àguas, contando os minutos pra me recolher entre as cobertas, em segurança, sendo velado pela tv a cabo enquanto as palpebras trepidam sem descanso, eis o meu pseudo-descanso nos braços da amada, sonho o mesmo sonho de toda a noite, papéis na mesa, meu atraso, meu descaso, meu suor gelado, e quando eu lembro que é um "novo" dia, que há mais da vida que eu queria ...
já nem sei se quero,
não tenho um programa qualquer pro fim de semana, no entanto, permaneço prevísivel, invísivel, insensível, insípido, e o melhor intacto ...
e reconheço -
fascinado -
que me desconheço.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Sobre a Bondade II
não é fácil tirlhar o caminho da sobriedade, noutros dias era bem mais prático - embora desonesto para comigo mesmo - abrir uma lata de cerveja e brindar qualquer coisa,
o nascimento do sobrinho do vizinho do colega de trabalho,
a classificação do unico time nacional para as semi finais de qualquer campeonato internacional,
os quilos à mais e a estria visivel de uma ex ...
hoje o mundo por mais maldoso que seja nos exije bondade, e querer injetar bondade na natureza de quem exteriorizadamente a desconhece ... isso sim é de uma maldade imensa. Para ser bom preciso calar meu senso crítico, mentir, bajular, ir a jantares, comer sem fome, comprar sem dinheiro, querer o inutil, ajudar quem não precisa ... enfim a peça que o mundo nos prega ...
microdramas diários em porções macro
INVERSÃO DE VALORES
outro dia um senhor de dreads e tatuagem reclamou do som satâncio que seus vizinhos evangélicos faziam ao lado.
PATERNIDADE PRECOCE
um menino que se tornou pai não deixou de ser menino. mas o menino deixou de ter pai.
NA HORIZONTAL
ele têm o emprego dos sonhos enquanto dorme
AUTO FLAGELO
ela acendia um cigarro após o outro enquanto falava de valorização da vida.
DIFAMAÇÃO
ele era famoso por seus crimes , hoje é um anônimo por sua honestidade.
O BEIJO DO TEMPO
ela não gostava de ser beijada e nem de trabalhar, hoje em dia é trabalhoso pra ela conseguir um beijo sequer.
0 x 0
segunda-feira, 30 de julho de 2012
segunda, domingo, qualquer dia
é uma nova manhã, é segunda... friaaaaaaaa
cheia de promessas como tantas outras segundas já findadas extinguidas da memória esmagadas pelo frenezi, o extasê desse paraíso, 7º céu, chamado fim de semana, esse oásis tão desejado onde as promessas se materializam.
domingo pode ser bom, pode ter maionese, pode ter ressaca, pode ter Faustão, domingo também pode não ter ninguém
. à procura de um amigo, de portão em portão, não achei ninguém... quem me acenava era um televisor ou outro sob o véu da cortina, um aceno por sinal barulhento, radioativo e nada saudável, testemunhas oculares minhas de tal feito: churrasqueiras frias ainda exalando ao longe o cheiro de sacrificio.
passeio, já sem anseio, enquanto meu salário não vêm, esse soldo tão ralo quanto sopa, distraído, trópego, rememoro um amor qualquer como letra de canção gasta cujo só reverbero o lá, lá, lá ... até mesmo para o amor eu já perdi o tom, e eu que sempre amei agora só sei ser frio
e ser frio, em dias assim, não me exije o menor esforço quinta-feira, 26 de julho de 2012
O lado real da força
esbarro diariamente com pessoas reclamando, outras tantas se justificando, se defendendo, e em especial com uma grande maioria que vive se agredindo ... e da agressão que falo aqui não é o tapa dado na cara do outro, do alheio, mas a maior agressão ainda é o abraço guardado, poupado, a mesquinhez de cruzar os braços, negando acalanto ao seu igual
quarta-feira, 25 de julho de 2012
neurose, minha doce neurose
me pego, de cara comigo mesmo ... lambendo as feridas da emoção barata que crio num mundinho só meu ... o sorriso que me alívia a neura , é o mesmo que me causa estranha dor na manhã seguinte quando este se faz ausente.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
como se faz
nem sei mais como se faz isso ...
eu poderia te pegar na saída do colégio, fariamos um outro caminho, eu aceitaria um chiclete, à contra-gosto, claro, e então eu jogaria no lixo todo o meu vocabulário, acúmulo do museu que venho sendo à anos, usaria duas ou três gírias 'maneiras' evidentemente que com os dois pés atras ... com certeza estas gírias - gíria não dialeto - já caíram em desuso.
mesmo assim insistiria, ignorando o fone gigante que você usa pra se proteger do quer que eu possa vir a dizer, e você flagraria num intervalo ou outro de qualquer canção barulhenta que mesmo 'nonsense' o que digo soa bem. Abortariamos a viagem no começo, duas cabeças de vento que esqueceram o isqueiro, meia volta volver ... desta vez sem proferir palavra alguma.
recolho-me a tempo de evitar maiores frustrações ...
e quando tudo pareço perdido, num dia fora do tempo, você confessa que o fone estava desligado, que foi divertido ... e que de lá pra cá nunca mais tirou o isqueiro da mochila aguardando um novo convite...
e eu que nem sei mais como se convida ...
e agora ?
agora que não mais escrevo e que mal falo ... justo agora que passo as horas à sós comigo mesmo
coloquei de castigo o eu que eu já fora um dia, sem a baboseira de voz interior ou de calar o ego, pus de castigo pela mera preguiça de me expor.
coloquei de castigo o eu que eu já fora um dia, sem a baboseira de voz interior ou de calar o ego, pus de castigo pela mera preguiça de me expor.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Passos
Não recordo de como foi a primeira vez em que peguei pra valer em sua mão.
Lembro sim de uma vez em que comparamos a diferença do tamanho ... da minha pra sua , mas sempre que busco na memória e que não encontro primeira vez em que houve algo mais no tato, lembro de pegar urgentemente em sua mão e, de modo consciente à partir desse dia, todo dia tem sido o nosso primeiro.
E parece que faz tanto tempo ... a grande verdade é que ainda contam semanas porém , a calcular pela distância em que os grilos de outrora se encontram, tão alheios a nossa felicidade - ou facilidade - percorremos do mesmo lado um grande caminho. E é no caminho que nossos passos, se não crescem, ganham maior significado.
Um cara armado falou certa vez e tomo a liberdade aqui de repeti-lo ...
"Hay que endurecerse pero sin perder la ternura jamás"
Lembro sim de uma vez em que comparamos a diferença do tamanho ... da minha pra sua , mas sempre que busco na memória e que não encontro primeira vez em que houve algo mais no tato, lembro de pegar urgentemente em sua mão e, de modo consciente à partir desse dia, todo dia tem sido o nosso primeiro.
E parece que faz tanto tempo ... a grande verdade é que ainda contam semanas porém , a calcular pela distância em que os grilos de outrora se encontram, tão alheios a nossa felicidade - ou facilidade - percorremos do mesmo lado um grande caminho. E é no caminho que nossos passos, se não crescem, ganham maior significado.
Um cara armado falou certa vez e tomo a liberdade aqui de repeti-lo ...
"Hay que endurecerse pero sin perder la ternura jamás"
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Um novo amor
Quero um novo amor, mas que seja novo. Um amor novo ... sem cheiro de mofo, sem fotografias na parede, sem vícios de um amor mal passado.
Um novo amor é quase inadimissível , é sempre desencontrado, é raro encontrá-lo sem rasuras.
Um novo amor sem essa de outros carnavais.
Um novo amor que me encante todo o dia e que ao revê-lo eu estatele novamente estes olhos.
Ah, aquele fascínio da primeira vista.
Um novo amor que ame de um jeito novo e que saiba também amar-me de novo quando eu derrubar nossa cristaleira.
Um amor que saiba dar o fora. É um amor desses que me devora por dentro.
Um amor que não queira anel, que não despetále uma flor sequer, que não sangre nunca meu nome ao lado do seu em árvore alguma.
Um amor que não me ame sem nunca antes ter amado um dia a si mesmo.
domingo, 6 de maio de 2012
A Primeira Ex a gente nunca esquece
A primeira ex a gente nunca esquece ... independente se tal título é fruto de uma ruptura traumática ou de um esbarrancar já previsto. Fato é que : uma vez após a primeira ex, todas as demais trazem o traço desta, todo o novo romance tem cheiro de final ... nem sempre feliz e até mesmo desconheço o fim, pois nada foi tão bom assim a ponto de deixar saudades.
Vale lembrar que a minha ex, já tinha um ex na vida dela e pelo que pude deduzir ainda há tempo é que em sua relação anterior ela era a submissa, o que não aconteceu quando eu entrei na história. Eu detestava a ideia de qualquer tentativa de romancezinho adulto que ela insistia em simular, em querer inebriar o ar com tal cheiro de amor. Era ela quem escolhia o caminho, o cardápio, moderava minha apetite, ou a aguçava conforme a sua fome.
E eu,nunca deixei de estar ali, mesmo detestando aquele combo de beijos, batata palha, mostarda, sereno e catchup.
Pra tornar tudo tão mais difícil ela insistia em frequentar os mesmos lugares que frequentava anteriormente com o seu ex-amor. Eu sempre a morrer de tédio ante a ação invasiva por parte dos garçons,do taxista, da recepcionista do motel, da menina do hot-dog - que sabia que ela comia sem ervilha e com muita maionese . Estes se dirigiam a ela como se eu não estivesse ali, uma espécie de cão que ela levara pra passear, ainda filhote, que mal latia, que substituía a ausência de seu amor passado, que pelo o que soube a passara pra trás.
Certa vez o taxista, por pouco, quase me deixou pra trás e adivinhem vocês quem foi no banco da frente proseando por todo o caminho enquanto eu sozinho e com frio balbuciava no banco de trás. (?)
A experiência, na qual não houve troca alguma, foi cruel. Terminamos, antes que ela acabasse comigo. Mudei de cidade, com o tempo conheci outras meninas, todas ''ex'', dessa vez "ex" minhas. Sequelas de relacionamentos anteriores todas *''sementes mal plantadas, que já nascem com cara de abortadas". E em todas além do lugar-comum, o fim, elas tinham em peculiar os trejeitos de Rainha Louca da primeira :
Cortem as cabeças !!!
Ah, a primeira ex depois de um tempo voltou com o seu ex e tiveram uma linda criança, vivem juntos e passam bem.
Conclusão:
Amores passam, relacionamentos acabam e no meu caso só um ex-amor dura para sempre.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Ainda não
É um retrato um tanto abstrato esse que faço, caço na lógico e lógico ... nada vejo.Reconheço trágico que argumento algum justifica essa minha obsessão- chamemos assim de obsessão pois, aprendi nos meus 20 e poucos anos que amor é outra coisa, que amor é sempre depois, mais do que o que fica é o que mantém- mas, chamo de obsessão essa cegueira da mariposa que vai de encontro ao lume, o inseto que sou eu quer o seu ápice, seu apogeu. A apoteose da mariposa se dá no beijar a lampada incandescente, mesmo que essa, vampiresca, lhe dizime a vida.
Ooooh,
Encerro por aqui o lamento, talvez nem seja pra tanto, e eu que desde cedo aprendi a jogar pra menos ... jogar baixo, evitar frustrações. Por medidas de segurança repito: obsessão ainda não é amor.
Mas que faço eu ? Se trago comigo esse segredo que escancaro em versos que complico. És uma ave rara de olhos curiosos, como faço para não assustá-la com meu canto estranho?
Reconheço por obsessão o que me toma o dia, o travesseiro, os versos, versos esses que ela não lê nem lerá, pois não consigo atingi-la com meu canto estranho. Acalmo-me. Ela, afinal, é só uma menina, é o que vejo, quanto mais me distancio mais a vejo pequena, a vejo de pés descalços brincando na areia, correndo serelepe para a casa em tempo de não ser flagrada pelos meninos de barba rala que há tempos desistiram de brincar, e um desses muitos meninos, a sonda-la, sou eu.
Mas, a menina se faz mulher no momento em que a vejo de perto, em que revolvo seu arquivos, fuço os labirintos em que deixa as migalhas que sigo, sei que hei de me perder. E tolo eu, acho que todas as migalhas são pra mim. 7 bilhões de pessoas no mundo e eu quero o seu sorriso luzindo só em minha direção, norteando os meus dias, salvando as minhas tardes como têm feito, enchendo a minha cabeça de fantasias.
Dentro em breve a menina, já grande, cresce e vai nos braços de alguém. Vira uma sombra de si, do astro luminoso que era - que é hoje - e há de fulgurar seu brilho ainda distante. É assim quando a gente sabe que as estrelas que nos norteiam hoje já se extinguiram há milênios atras.
Caí em melancolia, e como já disse, nem era pra tanto. Permaneço feliz tolo no meu estranho canto, me deliciando num banquete de migalhas que essa menina deixa por esfarelar dentro desse labirinto.
E ainda não é amor ...
terça-feira, 17 de abril de 2012
Passará
Com a sacola de pão no colo e já todo atabalhoado caçando a chave no bolso, essa que de vida própria conduzia minha mão a fechadura sem que eu me desse conta do repetir de toda a vez, da automaticidade dos gestos, a mão de um insensível que só usava o tato no instante inexato de caçar o molho o quão mais rápido no bolso encardido... essa mão: parara.
Fiquei estacionado em frente a porta, inativo pelo vôo rasante de um pássaro lindo que no piscar destes olhos, testemunhei o seu sumir mato a dentro.
Que belo pássaro ... não pude contemplá-lo mais. Me pus à pensar se os pássaros também nos acham lindos, belos ... com exceção das aves de rapina que, pelo o que tenho escutado desde menino, até vomitam quando muito próximos do ser humano, dado a repulsa que eles tem por nossa nobre humana raça.
Outro pássaro, pássaro qualquer ... pequeno, grande, dono de suas plumagens e canto, será que ave qualquer pára na mata, escondida, adimirada ao ver a nossa passagem?
Dúvido ...
Penso até que eles estão tão ocupados quanto nós, construindo seus pequenos ninhos, juntando corda, cipó, migalhas, migalhas, um pulga aqui, um vermezinho alí, batem acelerados suas asas, no intento de chegar antes, recolher-se antes do escurecer, chegar a tempo, tempo de sabe-se-lá-oque ...
São como nós, se recolhem em silêncio e reservam seu canto, seu melhor vôo, para o dia seguinte. Cada qual qual o seu canto.
Mas, numa coisa os louvo, mesmo no desinteressado gesto selvagem, gestos que nos fazem alheio destes que de tão delicados são tão mais fortes em tudo, não há um só dia que não cantem ... nos dão bom dia mesmo ignorando nossa débil e similar existência.
Eles têm pena. Pena das asas que não temos, do canto que não sabemos... realmente não somos lá grande coisa de se adimirar ...
photo by: Roberto Santana Gonçalves
Fiquei estacionado em frente a porta, inativo pelo vôo rasante de um pássaro lindo que no piscar destes olhos, testemunhei o seu sumir mato a dentro.
Que belo pássaro ... não pude contemplá-lo mais. Me pus à pensar se os pássaros também nos acham lindos, belos ... com exceção das aves de rapina que, pelo o que tenho escutado desde menino, até vomitam quando muito próximos do ser humano, dado a repulsa que eles tem por nossa nobre humana raça.
Outro pássaro, pássaro qualquer ... pequeno, grande, dono de suas plumagens e canto, será que ave qualquer pára na mata, escondida, adimirada ao ver a nossa passagem?
Dúvido ...
Penso até que eles estão tão ocupados quanto nós, construindo seus pequenos ninhos, juntando corda, cipó, migalhas, migalhas, um pulga aqui, um vermezinho alí, batem acelerados suas asas, no intento de chegar antes, recolher-se antes do escurecer, chegar a tempo, tempo de sabe-se-lá-oque ...
São como nós, se recolhem em silêncio e reservam seu canto, seu melhor vôo, para o dia seguinte. Cada qual qual o seu canto.
Mas, numa coisa os louvo, mesmo no desinteressado gesto selvagem, gestos que nos fazem alheio destes que de tão delicados são tão mais fortes em tudo, não há um só dia que não cantem ... nos dão bom dia mesmo ignorando nossa débil e similar existência.
Eles têm pena. Pena das asas que não temos, do canto que não sabemos... realmente não somos lá grande coisa de se adimirar ...
photo by: Roberto Santana Gonçalves
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Entrega
Fala-se muito em confiança por aqui, por aí ... fala-se em especial na ausência dela. Tal produto em falta logo encarece. É a lei do mercado e até mesmo um "hare-krshna", ou um "bodhsattva" são involuntariamente coniventes com tal cálculo.
Agora, quando o simples passou a encarecer ? Eis aí um detalhe perdido na história, não há um registro de data ou período em que o simples passou a valer tanto quanto um unicórnio ou uma fênix ... e que de tão raro já não se põe preço algum. Enfim ninguém sabe o seu preço e nem mesmo a sua face, a confiança, entre tantos outros itens de real valor, passa desapercebida na rua. Uma em um milhão anônima na multidão.
Maior que isso só mesmo a entrega. Embora, traga nela a confiança embutida, a entrega é sempre o maior dos valores e até mesmo o mais nobre. Quando "só" confiamos entregamos ao outro a responsabilidade pelos nossos gestos em especial lhe outorgamos um serviço hérculeo, justo o qual não somos capazes de executar - não fazemos assim quando damos o poder aos políticos ? Realçamos assim o verniz da nossa imputabilité.

Quando nos entregamos é diferente ... mesmo correndo o risco de cair. Caíremos juntos mesmo que nossos rolês tenham mudado. Quando um de nós cai, todos padecem juntos.
Pode ter certeza. Já não somos os mesmos mas, nossos valores estes nunca foram alterados.
BMX 4 EVER !
segunda-feira, 19 de março de 2012
Pálido Salão
Chamou-me a atenção, como da primeira vez. Leve. Suave girava numa dança nos braços de alguém tão me alheio quanto ela. Outra. Tão nova como a de sempre, a que sempre guardei em conserva na memória, pois é a única da primeira vez.
Como antes disse, conservava uma fagulha, centelha da luz primeira que vi num outro dia, dia esse num outro tempo. Leve parecia. Mas, ao fita-lá , no exato instante em que seus olhos tropeçaram de encontro aos meus, como que desperto, a marteladas na parede, de um sonho vi que o salão não era tão iluminado e que luzes, como a dela, por menores que sejam fulguram melhor no quanto mais distante da gente se encontram. Só iluminam uma vez que tenhamos decido num poço escuro demais e é lá que um palito de fosfóro faz de um cego rei.
Alí, parecia ser a do amor primeiro, a do tempo que eramos para o outro o que fomos num tempo antes de sermos o que somos hoje em tudo. Em suma não somos senão um para o outro: ninguém.
Mas ouço agora fascinado as marteladas na parede, o fascínio se dá na segurança de que uma pequena infiltração pode causar maior estrago do que 1000 marretadas e gasto meu tempo cuidando dos miúdos, dos pequenos detalhes.
Assisto a sua dança e penso triste em quantas voltas esse mundo azul deu pra nos devolvermos um ao outro, dois ninguéns num pálido salão, ela que agora dona de seus vícios faz sua fortaleza protege-se de mim. Eu, num castelo de cartas conservo ávaro minhas virtudes. A música toca e nem querendo queremos nos tocar.
Como antes disse, conservava uma fagulha, centelha da luz primeira que vi num outro dia, dia esse num outro tempo. Leve parecia. Mas, ao fita-lá , no exato instante em que seus olhos tropeçaram de encontro aos meus, como que desperto, a marteladas na parede, de um sonho vi que o salão não era tão iluminado e que luzes, como a dela, por menores que sejam fulguram melhor no quanto mais distante da gente se encontram. Só iluminam uma vez que tenhamos decido num poço escuro demais e é lá que um palito de fosfóro faz de um cego rei.
Alí, parecia ser a do amor primeiro, a do tempo que eramos para o outro o que fomos num tempo antes de sermos o que somos hoje em tudo. Em suma não somos senão um para o outro: ninguém.
Mas ouço agora fascinado as marteladas na parede, o fascínio se dá na segurança de que uma pequena infiltração pode causar maior estrago do que 1000 marretadas e gasto meu tempo cuidando dos miúdos, dos pequenos detalhes.
Assisto a sua dança e penso triste em quantas voltas esse mundo azul deu pra nos devolvermos um ao outro, dois ninguéns num pálido salão, ela que agora dona de seus vícios faz sua fortaleza protege-se de mim. Eu, num castelo de cartas conservo ávaro minhas virtudes. A música toca e nem querendo queremos nos tocar.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Eu não te amo
Se não a amo. Na verdade, disso sei pouco.
Falemos desse amor que por aí se fala. Amor, no conceito de subproduto. Não que eu não saiba fazê-lo, simula-lo, aprendo a mentir com a mesma velocidade em que acredito e desconheço a mentira por mim gerada, só não digo que te amo, por que digo pouco, embora digam por aí que ando dizendo coisas demais ...
Já não amo gente, a minha racionalidade se travestiu de preguiça, brincou o carnaval, vestiu a carapaça da debilidade e não mais tirou a máscara, por esse mesmo motivo, em contraponto com a minha maturidade ( se é que esta existe abaixo da Linha do Equador, não é Levi-Strauss? ) passei a amar só as coisas, como um folião que zomba e samba na cara do cara triste.
Eu não te amo mas certifique-se de que amo tudo o mais que trazes pra mim, e é no fundo da embalagem, quando lambuzo os dedos no que resta do pote de yogurte é que me delicio como nunca.
Eu não te amo mas amo e adimiro a facilidade com que me deixas tão mais fácil do que me atrai. Amo tuas queixas enquanto quem sofre na verdade sou eu. Então, você se diminui só pra que eu me sinta por um quarto de uma noite algo um tanto maior, e quando meu ego infla e flutuo, gravito além de ti, trazes um alfinete e murcha meus sonhos numa medida exata que caiba nos pequeninos devaneios teus. Uma casa, um carro na garagem e nossos amigos num fim de semana em volta da churrasqueira, não falamos disso, mas é o que escuto, quando em silêncio cerra os ouvidos pro meu eu&você calado que quer gritar à todo custo : Ah, bem que o mundo poderia ser uma cama.
Amo quando me nega pras tuas amigas, e amo como se revela minha pros meus amigos. Amo a idéia de tê-la longe, faz com que eu me sinta dono de um trunfo, dono de um folêgo que guardo pra um dia raptá-la de uma só vez. Você a principio há de espernear nos meus braços, há de fazer alarde aos vizinhos, mas só pra que todos saibam que seu homem veio busca-la.
Amo saber que és minha, e amo saber que você sabe que sou todo seu, não há agenda, nem roteiro que não se abale e se desprograme a menor menção de seu nome. Amo essa paixão secreta e explícita, os extremos do nosso humor, essa de termos tudo e todos e, em termos mais práticos, mantenho toda essa vida errante só pra um dia, com os olhos mais claros, soprar esse castelo de areia por amor do teu nome, em nome da manutenção da minha pedra bruta mais valiosa, embora ainda não lapidada, que é você.
Embora eu ame muito mais o que deriva do que a própria matéria-prima. Estou aprendendo ...
Falemos desse amor que por aí se fala. Amor, no conceito de subproduto. Não que eu não saiba fazê-lo, simula-lo, aprendo a mentir com a mesma velocidade em que acredito e desconheço a mentira por mim gerada, só não digo que te amo, por que digo pouco, embora digam por aí que ando dizendo coisas demais ...
Já não amo gente, a minha racionalidade se travestiu de preguiça, brincou o carnaval, vestiu a carapaça da debilidade e não mais tirou a máscara, por esse mesmo motivo, em contraponto com a minha maturidade ( se é que esta existe abaixo da Linha do Equador, não é Levi-Strauss? ) passei a amar só as coisas, como um folião que zomba e samba na cara do cara triste.
Eu não te amo mas certifique-se de que amo tudo o mais que trazes pra mim, e é no fundo da embalagem, quando lambuzo os dedos no que resta do pote de yogurte é que me delicio como nunca.
Eu não te amo mas amo e adimiro a facilidade com que me deixas tão mais fácil do que me atrai. Amo tuas queixas enquanto quem sofre na verdade sou eu. Então, você se diminui só pra que eu me sinta por um quarto de uma noite algo um tanto maior, e quando meu ego infla e flutuo, gravito além de ti, trazes um alfinete e murcha meus sonhos numa medida exata que caiba nos pequeninos devaneios teus. Uma casa, um carro na garagem e nossos amigos num fim de semana em volta da churrasqueira, não falamos disso, mas é o que escuto, quando em silêncio cerra os ouvidos pro meu eu&você calado que quer gritar à todo custo : Ah, bem que o mundo poderia ser uma cama.
Amo quando me nega pras tuas amigas, e amo como se revela minha pros meus amigos. Amo a idéia de tê-la longe, faz com que eu me sinta dono de um trunfo, dono de um folêgo que guardo pra um dia raptá-la de uma só vez. Você a principio há de espernear nos meus braços, há de fazer alarde aos vizinhos, mas só pra que todos saibam que seu homem veio busca-la.
Amo saber que és minha, e amo saber que você sabe que sou todo seu, não há agenda, nem roteiro que não se abale e se desprograme a menor menção de seu nome. Amo essa paixão secreta e explícita, os extremos do nosso humor, essa de termos tudo e todos e, em termos mais práticos, mantenho toda essa vida errante só pra um dia, com os olhos mais claros, soprar esse castelo de areia por amor do teu nome, em nome da manutenção da minha pedra bruta mais valiosa, embora ainda não lapidada, que é você.
Embora eu ame muito mais o que deriva do que a própria matéria-prima. Estou aprendendo ...
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
A Fonte
Amo a água que verte
Evito mirar a fonte
Temo o dia em que a fonte seque
E eu peque na sede de amar a seca fonte
Evito mirar a fonte
Temo o dia em que a fonte seque
E eu peque na sede de amar a seca fonte
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Sobre a Bondade
Vejo tanta gente boa espalhando à toa tanta bondade que temo o desperdício dessa. Temo também que, uma vez ao resgatá-la, só nos reste a cara chorosa refletida no leite derramado. Já não dou Bom Dia à esmo, isso em momento algum prova que eu não zele pelo dia do próximo, em especial o faço sempre quando peço pelo próximo dia, cônscio de que o amanhã é uma mentira da qual não de se pode fugir, contudo, não quero mais me consumir todo num eterno hoje. Já não desespero com base nesse mundo que sempre há de acabar. Pois até mesmo esse sempre acabar há de ter fim.
Enfim, me surpreendo com tanta bondade, e já, parei ainda menino, pra fazer uns cálculos e concluí que há muito mais gente boa do que má habitando essa esfera pequena que gravita entre tantas outras na nossa ignorância de ser a singular vida inteligente no único espaço habitável. E nem é que a bondade exista é que há muito mais gente boa na arte de simulá-la.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
TODAS AS MULHERES DO MUNDO
Mulheres ...
Corro sempre um grande risco de ser mal interpretado por essas, eu que já fui um dia o que chamam vulgarmente de pegador nato, amante dos jogos do amar, tratava-as como um monte à ser escalado, e uma vez no ápice, não me demorava muito, descia ainda mais veloz do que na escalada. Pronto. Já estava do outro lado ... pronto pra escalar um outro monte... não importasse qual, conquanto que fosse outro.
Como todo bom adulador, conseguia ludibriar a vítima em questão com o pressuposto de ser 'eu mesmo' ( o que acho ridiculo, principalmente em jogos como esses em que temos de ceder, perder, se desfragmentar e até acoplar vícios e virtudes por um curto período para convence-las de que somos - mesmo que só por uma noite - a materialização masculina de 'tudo o que você sempre quis num homem' ), elas caíam facilmente e não é que eu mentia, digamos, que eu maquiava, simulava situações e sempre fui bom em criar cenários propícios ( eu poderia ser um Às nos Studios Hollywoodianos) para deixa-las confortavelmente envoltas nos meus acasos forjados e elas automaticamente criam que o Destino era realmente maravilhoso para conosco ...
Eu sempre tive uma relação alheia à elas em especial, nunca fui de ter ciúmes de minha irmã logo nunca tive por elas ( mulheres) um menor sentimento que fosse de posse, e tampouco fui de exigir muito delas, passei a lavar desde cedo as minhas roupas sendo autonomo e auto-suficiente. Nunca quis sobrecarregar mamãe ... e nunca precisei consultar Freud pra me certificar de que vêm do meu berço esse apartheid em relação ao panteão feminino.
"Ah, os jogos do amor. Que tão insaciável nos parece porém tão logo nos sacia." sei bem que Hesse falava de sexo nessa frase mas, por outro lado desaprendi à longo prazo a mentir ... e hoje tenho um respeito muito maior por todas elas. As vejo com adimiração, suas curvas, seus aromas, seus tiques, seus anseios que são tão baixos, e que de tão simples nos dão um nó na cuca tentar pensar e se pôr por instantes no lugar delas.
Chegou um dado momento em que meu saldo com toda a massa feminina ficou negativo à tal ponto de que pra quitá-la acreditei ter de carregar no ventre uma vida, parir, sentir todas as dores ... e contudo ainda seria eternamente devedor. Em especial por tudo o quanto menti, dissimulei e pelas mãos que nunca dei. Nunca fui um bom irmão, não haveria de ser também um bom amante ( Cale-se meu "Freud" particular ).
Contudo, nesse meio tempo, hoje em que assisto a tudo pelo lado de fora, tenho tirado leite de pedra, ou seja, proveito de situações em que noutros dias eu teria padecido milhões. Tenho aprendido com elas, as escuto e é como se eu reduzisse a minha pena por bom comportamento e pelos serviços prestados à comunidade mais sensível do Universo.
Peço aqui perdão a todas AS MULHERES DO MUNDO ..
Aprendi a amar uma mesma mulher pela segunda vez e isso é um avanço e tanto.
Notas para 2012: Revisitar calmamente montes e vales ...
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Honey, Peter Pan, O Tempo & otras cositas más
Hi Honey,
Venho por meio dest ... ainda há tempo em tempos em que o "My" não mais se aplica. Continuo ...
Venho por meio desta oficializar que muito pouco ficou daquele menino que via na figura do Peter Pan um modelo à ser seguido para não surtar e não se deixar adoecer por um mundo doente desde o sempre. Eu que buscava uma cura para todo um mal que nunca fora meu, mal este que estava no ar à circular e que inflou o pulmão de nossos pais, confesso que... adoeci no processo.
Existe A Fuga, O Fugir ... mas, nesses 20 e poucos anos desconheço O Refúgio. Não só desconheço O Refúgio como repudio todo aquele que vem à mim com tal idéia especulativa de não-lugar. Hmm, lamento dizer que hoje, ainda com base na obra do 'menino que não quer crescer', estou mais para Capitão Gancho.
Um crocodilo devorou uma de minhas mãos.
E não posso perseguir o crocodilo. Por medo.
Esse crocodilo carrega consigo um tic-tac que simboliza o tempo que perdi. Toda vez ao reescutá-lo, tremo só de pensar em tudo o que eu poderia ser se ainda tivesse aquela mão (como num carteado) .
Que faço eu na minha covardia?
Não podendo com o crocodilo persigo incessantemente o menino que me pôs em toda essa enrascada.
O menino é o Eu que não quis crescer e que hoje, quem sabe um dia, com ares de nostalgia, eu o veja com alguma simpatia mas, ainda é cedo, e não posso vê-lo senão com ódio mortal pois ele representa- junto com o tic tac - o período em que eu navega-vagava em circulos.
Hoje anseio sair dessa ilhota. Recuperar a escrita. Já que a mão eu perdi
Venho por meio dest ... ainda há tempo em tempos em que o "My" não mais se aplica. Continuo ...
Venho por meio desta oficializar que muito pouco ficou daquele menino que via na figura do Peter Pan um modelo à ser seguido para não surtar e não se deixar adoecer por um mundo doente desde o sempre. Eu que buscava uma cura para todo um mal que nunca fora meu, mal este que estava no ar à circular e que inflou o pulmão de nossos pais, confesso que... adoeci no processo.
Existe A Fuga, O Fugir ... mas, nesses 20 e poucos anos desconheço O Refúgio. Não só desconheço O Refúgio como repudio todo aquele que vem à mim com tal idéia especulativa de não-lugar. Hmm, lamento dizer que hoje, ainda com base na obra do 'menino que não quer crescer', estou mais para Capitão Gancho.
Um crocodilo devorou uma de minhas mãos.
E não posso perseguir o crocodilo. Por medo.
Esse crocodilo carrega consigo um tic-tac que simboliza o tempo que perdi. Toda vez ao reescutá-lo, tremo só de pensar em tudo o que eu poderia ser se ainda tivesse aquela mão (como num carteado) .
Que faço eu na minha covardia?
Não podendo com o crocodilo persigo incessantemente o menino que me pôs em toda essa enrascada.
O menino é o Eu que não quis crescer e que hoje, quem sabe um dia, com ares de nostalgia, eu o veja com alguma simpatia mas, ainda é cedo, e não posso vê-lo senão com ódio mortal pois ele representa- junto com o tic tac - o período em que eu navega-vagava em circulos.
Hoje anseio sair dessa ilhota. Recuperar a escrita. Já que a mão eu perdi
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Crescer
Apesar dos pesares sinto que tenho crescido. É evidente que não há como fugir da lei do tempo e desse carear que há no riso gasto todo o dia. Há meios - e hoje são inúmeros – de remendar, de repor o que já foi gasto, mas, de acrescer, de adicionar isso tudo ainda se dá por um processo praticamente artesanal. Você até pode acoplar asas em minhas costas mas, a arte do vôo só a terei por mim mesmo e por esse mesmo motivo é algo que raras vezes se dá num único salto. De dias em dias, me revejo e reparo que estou um tanto mais alto, o que quase sempre é só impressão minha, me conformo em especial com a minha percepção espacial falha quando esses meninões passam por aqui donos de si com suas pranchas a correr e vejo o quanto estes crescem, mesmo que num baixo nível ainda conseguem tornar-me pequeno e o meu crescer substancial não alcança - nem fodendo como eles dizem – o crescer destes que é artificialmente velado pelo meio natural que se dá nesse jardim organo-socio-grutural que flutua a milhas e milhas das minhas aspirações e que contudo quase sempre me invade. Ainda assim acho que cresço e não há nisso nada do que eu possa me orgulhar. Ser razoável, acima da média, era algo que se aplicava aos meus 14, 15 anos e eu ouvia muito as pessoas dizendo que eu era muito inteligente pra àquela idade e hoje na boca dos 30 preciso de um boné largo pra sobreviver entre os homens e admitir que sou tão burro como todos e me sujeito - 15 anos depois - a pensar tão menos do que a 15 anos atrás. Ser tão boçal , mediano e juvenil pra que o coletivo um dia à encontrar-me de cabeça débil e vaga possa dizer o quanto cresci.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
A Dona do Charme Mácio
Quando ela fica assim
Girando em volta
Ai de mim...
Meu peito desconforta
Desconfio... já não fio
Suas palavras
E ela lavra esse terreno baldio
Fértil exala
Põe o meu humor a fio
Se afia suas garras
Ela abriu e o meu amor febril
Escandalizara
Azar o meu e eu que tão vadio
Ela que me invada
E vai-se assim a deixar-me no cio,
O charme macio de amá-la
Girando em volta
Ai de mim...
Meu peito desconforta
Desconfio... já não fio
Suas palavras
E ela lavra esse terreno baldio
Fértil exala
Põe o meu humor a fio
Se afia suas garras
Ela abriu e o meu amor febril
Escandalizara
Azar o meu e eu que tão vadio
Ela que me invada
E vai-se assim a deixar-me no cio,
O charme macio de amá-la
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
O Próximo
Eis o meu fardo ...
A mais linda ressurgiu depois de tempos. Abracei-a, nem pouco, nem mais. Abracei o mesmo tanto que abracei as suas amigas. Não falei nem mais e nem menos, até evitei entrar em pormenores e nos menores da nossa grande vida de outrora. Não que eu viva de saudade, essa palavra nem mesmo existe em seu vocabulário, exceto num samba ou outro que ela toque. Fazes isso só pra me tocar ... A apresentei a um grupo de amigos, [ ... ] melhor dizendo, presente-ei-os. Ela é linda. E super mais linda pois conta com a generosidade do tempo,porém, eu já não tive tempo e nem talento para reconquista-lá. De duas nenhuma; Ou não sei mais mentir, ou minto ainda mais, sufocando esse plural de sentidos.
Li: raios caem SIM duas vezes num mesmo lugar.
Esbarrões mágicos dessa espécie, da gravitacional ilusão "nascemos um para o outro" só ocorrem uma única vez, até mesmo o Sol que ressurge já não é o mesmo. Gastasse cada dia um tanto mais ...
Mas, não a deixei, nem esta me deixou. Nos deixamos, por amor ao próximo.
O próximo nos usufruirá !
A mais linda ressurgiu depois de tempos. Abracei-a, nem pouco, nem mais. Abracei o mesmo tanto que abracei as suas amigas. Não falei nem mais e nem menos, até evitei entrar em pormenores e nos menores da nossa grande vida de outrora. Não que eu viva de saudade, essa palavra nem mesmo existe em seu vocabulário, exceto num samba ou outro que ela toque. Fazes isso só pra me tocar ... A apresentei a um grupo de amigos, [ ... ] melhor dizendo, presente-ei-os. Ela é linda. E super mais linda pois conta com a generosidade do tempo,porém, eu já não tive tempo e nem talento para reconquista-lá. De duas nenhuma; Ou não sei mais mentir, ou minto ainda mais, sufocando esse plural de sentidos.
Li: raios caem SIM duas vezes num mesmo lugar.
Esbarrões mágicos dessa espécie, da gravitacional ilusão "nascemos um para o outro" só ocorrem uma única vez, até mesmo o Sol que ressurge já não é o mesmo. Gastasse cada dia um tanto mais ...
Mas, não a deixei, nem esta me deixou. Nos deixamos, por amor ao próximo.
O próximo nos usufruirá !
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