Quem sou eu

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Apaixonado ... cada hora por algo , vivo de pequenas distrações, coleciono canções, pessoas, passos, enfim, um vasto relicário de ações + reações ... campeão em recordações. já o FUTUROooo... eu deixo todo ELE pra vocês !!!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Pra não dizer que não falei d' versos

O cheiro da flor, nunca vi flor de canela
Nunca mais vi flor na janela
Já ela
Mal vejo
Mas ainda a vejo com bons olhos
Olhos inteiros
Tarde semi-cerrada
Será que eu hei de ser ainda a tempo
Ponte na tua estrada ?

Logo entardecerá, desceremos a condição de nossos pais
Passaremos,
E nos gritará o tempo
Que já não somos mais

Mas de que me vale o verso
Se a Elis já cantou algo assim ?

Paro, deixo de crescer
Assim será mais fácil pra você reconhecer
O nosso futuro que morreu em mim

Portabilidade

Encerro
Deixo a porta entre-aberta, oras, tudo são
Portas entre-abertas
Vivo empapuçado dessa educação que me tolhe o gesto
de bater a porta - na cara, cara! - prá nunca mais
Zombo da infantilidade que é engolir a chave,
Ninguém mais me bate à porta
Contudo, ouço ainda passos ao derredor
Me rouba a calma, a paciência, a paz, a escrita, a canção

Cansado ... ah, as boas maneiras me diminuem todo o espírito.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Contigo

Ontém a noite fiz um rolê rápido e maneiro. Informações desencontradas me levaram até lá. Seria casamento, inauguração, aniversário (interrogação). Das n. hipóteses abracei a ultima. Era aniversário da Michele ( Felicidades & Muita LUZ). Um clima assaz agradavel tomou o ambiente, todos pareciam luzir, um consentimento coletivo de 'nécas de stress essa noite' ... nem parecia que o mundo quase desabara, horas antes, naquela tarde. Um painel sendo pintado ao vivo, um artista à fazer arte enquanto a arte maior se fazia, que foi: fazer de nós, espectadores, co-autores do que nos era apresentado. Ai, que vontade de sujar a mão naquela tinta, ou melhor dizendo, esterelizá-las, pois a arte santifica. Enfim, parecia uma galeria, um sarau de imagens. Me senti dez mil vezes em casa quando ouvi tocar "A Fórmula Mágica da Paz".
E em paz me pus ao caminho de casa. Satisfeito. Ilha do Mel, como é bom estar contigo.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

No Direction Heart

Me cansa o grito, e não é que eu já não tenha mais folêgo. Eis que o grande impasse se dá justamente no meu folêgo que excede ... quero furar essa bolha de ar, e não me agradaria em nada um novo pulmão ... "não se deita vinho novo em odres velhos", sim, rechaço,acredito, mas, quem dirá coisa alguma quando o vinho novo santificar o velho odre (interrogação).

Bulhufas ...
Sigo. Embora por vezes nada entenda. Temo que uma vez entendendo - caso aprenda a ler as legendas dessas placas, como aquela onde há um traço pontilhado seguido de uma reta paralela à outra - uma vez entendo-as eu trave - num meia-volta volvér - por assim dizer todo o meu caminho.

Ah, universo e teus sinais. Lê-los todos dentro em breve me farão doutor em sua lógica e tornar-me-ão analfabeto onde a razão não encontra abrigo.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ultimo post de novembro

Fito o calendário a pouco mais de um metro a minha frente ... e ufa! ultrapassei-o. Se me dedicasse a revirá-lo, à revê-lo, nem sei o que me seria revelado, talvez nada mais explicito do que o ''nada volta", o "tudo passa" ... não quero reivindicá-lo, nem revolvê-lo, tampouco amá-lo, tchau calendário. Deixo-o pra ter o novo tempo, onde o próximo amará o próximo e o "Ti" reconhecerá o "Ti mesmo".

Havia, sim, revolução naqueles dias, lenta, gradativa mas havia. Ansioso vivia vivo na vespéra do Haverá, esse Sol que tarda o nosso amanhecer.
Entre o hoje do " é assim", vespéra do "assim será", saram-se as feridas que mantenho abertas de propósito, o ar circula, ventila e cura a ferida maior que habita dentro.

[O ultimo post do primeiro dos ultimos novembros.
O primeiro post do ultimo dos primeiros novembros]

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Paixão no nome

Apareceu, custou mas o fez. Simplesmente surgiu, deu o ar de sua graça - um termo um tanto sem graça que é usado por aqui - mas surgiu calada, tão mais calada que eu, fez que me viu, só pra ver se cá essa carranca talhava-lhe um sorriso. Como disse, fez que me viu mas me desconheceu... nesse desconhecer ficou explícito que a reconheci. Isso de encarar-me calada, de fazer-me de tonto, de deixar-me grilado com a cabeça em parafusos e uma paz desastrada... isso: é dela, isso tudo, toda a confusão, é dela !

Pra deixar-me ainda mais confuso, nos surge um acaso. Acaso desses, mais míseros do que meros, acaso esse que pôs minha mão em contato com a sua. Ah, se ela estivesse atenta veria o pulsar do meu pulso e certamente não abusaria desse reloginho que acelera espírito & alma. Tenho um coração , tenho coragem pra manter um ...

Mãos, costas nuas, perfume ... declarações das quais o sereno em vão testemunha e reconhece melhor que eu, que você, que o nascer do Sol impiedoso as mata, ficam algumas marcas, mas, do gosto do beijo pouco sobra, só nos sobra saber, desencargo de consciência ou mera oficina de operários ociosos, rememorar o gosto.
Quando enfim o dia reconhece: não houve gosto algum, só houve o gostar.

domingo, 2 de outubro de 2011

Meio Abraço

Vem atrevida e quase calada, um sorriso que custa... mas, escapa. Escapa, me ganha, invade, alvoroça minhas lombrigas de humanidade, atiça-as todas, e elas creem ...propositalmente ludibriadas, que há felicidade, onde quer que haja, sabe-se lá onde, só quando ela ainda estiver por perto assim eu acho & acho farsa, mentira bem-feita, evito, disfarço...


MENTIRA!


acredito caio deslizo, derreto na cadeira, me atrevo, tato-a me calo celebro-a e saio em meia volta só pra ver se a perco de volta e imploro que o acidente , como o acidente primeiro, me atire sobre ela num sútil tropeço. Me encuco, grilo, anseio sigilo, já não escancaro o que quero, pois meu querer já não é claro... mas claro, anseio tê-lá, mas, já não reparo... os brincos. São os mesmos que admirei outrora? Levo essa dúvida e outra e uma da mais antiga desperta, me ganha, invade, alvoroça... um meio abraço . Aquele abraço, derreto, escorrego,assim como as palavras, escapo ... escapo cedo. Cedo, tempo de ainda escapar com vida, a minha vida a minha primeira, a minha segunda... feira.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Carapaça



Os dias voam a escapar do vão das mãos, já não habita mais em nós aquela força em tomar posse de tudo o quanto se parece conosco, tudo o quanto por força dos astros é ditado como nosso e que uma vez reconhecido labutaríamos dias a fio para que tal mérito permanecesse na estante, tão digno de orgulho como no dia primeiro da fresca conquista.

A premissa de estar atento ao amor que bate a porta de variadas formas ficou distante, distante de tal forma que quando fitamos pelo retrovisor da vida que segue conforme a velocidade permitida pelas vias de fato, o explorador e o objeto explorado em questão são tão distintos entre si que ao olhar para trás logo se conclui que aqueles suspiros, risos, lágrimas e todo o frio na barriga eram virtudes de um ser frágil que em nada se assemelha com o mesmo que hoje observa insensível o playground que deixou prá trás. É um brinquedo em que esse não cabe mais. Tampouco se sente afetado por isso.

Quando tal acontece, é como se toda a nossa inclinação em se sentir atraído por alguém logo expirasse, pois a 'maturidade' está ali com seus mil olhos atentos e com todas as provas possíveis a seu favor, pronta pra provar com números e até dados históricos de que o que a primeira vista se sente é mera atração física, animalesca, impulso, um corpo que fala.

Bye, bye Love. Nada de banquete de signos ... necas de alma gêmea, afinidades e outros fatores que em intervalos pragmáticos e bem alinhados são chamados à longo prazo de amor,
paixão, e outras tantas palavras que se perderam com a globalização ...

O monstro de mil olhos, a maturidade, nos apresenta o mundo das cerimônias e logo nos adaptamos a ele. Ligamos semanas antes de visitar aquele amigo a quem chamávamos aos berros do outro lado da calçada, hesitamos em comer a 1ª fatia da pizza... ficamos tão atarefados e sufocados por normas e etiquetas, rígidos, taciturnos e empacotados na obrigatoriedade de ter uma postura sempre ereta ( pensem o que quiserem), carregamos calados conosco um código crudelíssimo e sem fim de invejar qualquer edição nova da ABNT.

Lá no retrovisor, no achados & perdidos de alguma estação, quiçá a primavera, deixamos empoeirado e irreconhecível o bem mais precioso, que é a capacidade involuntária, como um músculo que se contrai, a capacidade de se apaixonar. Embora a febre que nos cause, se deixar apaixonar é o que de mais saudável há. E não é assim a febre, que vem e expele pra fora do nosso organismo em litros de suor todos os males?

A febre logo se vai, e com certeza o que sobra dos benefícios dessa há de se transformar em amor. E o amor, enquanto não reconhecido e por vezes inadmitido é a força motora e criadora em que maior verdade há. Na justificativa de driblar tais clichês, destes que só o amor constrói (risos!) lá vamos nós reinventá-lo, aproximá-lo de nossa realidade, uma realidade em que possamos sonhar a altura dos nossos sonhos. Tchau mundo, tchau globalização. E isolados somos ainda mais universais.

E vos digo que com todo o seu histórico negativo, este que o monstro de mil olhos, a maturidade, vos apresentará, o melhor ainda é amar.
Aprisionarmo-nos em carapaças que não nossas, são assaz nocivas para a nossa sensibilidade. Ela logo padecerá sufocada. Abafá-la com uma capa sobre a outra e sobre a outra e sobre a outra... Nascerá o dia em que na ânsia de descortiná-las custará a reconhecer aquilo que por tanto tempo abafamos
Aquilo que de tão seu, que de tão particular tanto se escondeu.
Por ora não lhe falta nada, não lhe faz falta o amor, por que só ficou na memória um amor que não faz falta.

Ame, nem que seja a pessoa errada, amadureça o seu amor, converta o monstro.

Há uma espécie de borboleta que numa peregrinação ao norte lhe custa quatro gerações. Porém, a quarta geração faz toda a viagem de volta ao sul. Esta geração é resultado de todas as modificações que se deram no caminho, graças as mudanças climáticas, a escassez e todas as dificuldades apresentadas esta borboleta adquiriu resistência e tolerância, bagagem suficiente para fazer todo o pregresso, voar todo o trajeto.

Esse procedimento é vital que se dê com o nosso amor, não escondê-lo ao primeiro vento, primeira seca. Não se desesperar quando este estiver sem abrigo. Ao contrário, nos é necessário fortalecê-lo. Esse amor certamente terá qualidades suficientes para viver em conjunto com as riquezas e as misérias da longa estação que se anuncia. E será tão feliz quanto o jardim que, um dia, florescerá aberto pronto a recebê-lo.

domingo, 14 de agosto de 2011

Acento com dois S's





Já não corro

Pois já não morro

Minha calma nasceu da pressa

dos que usurpam os assentos da frente.

Sinto pouco por esses

Quando digo que "Sinto muito"

minto...

Pois só sinto o suficiente



sexta-feira, 5 de agosto de 2011

CAIXA ALTA




À mim, muito intriga tanto amor à granel , o tanto todo que há nessas linhas, horas, até , duvido, ainda que a contragosto, da ternura desses dedos que teclam, e teclam - AMOR - entre um desastre & outro . E assim a fome passa ...
a fome passa ?

Crepita na minha cabeça, de menino acabrunhado, como se dá o exato instante, momento esse, em que a poesia, essa filha máxima da solidão e irmã dos saudosos, salta janela a dentro e a toma pelas mãos na delícia fria da madrugada e faz com que você faça que o AMOR faça sentido.

sempre o AMOR.

em negrito e em CAIXA ALTA



terça-feira, 2 de agosto de 2011

Dá um tempo


As frivolidades do dia-a-dia ...
sim, estas sustentam - aparentemente - a cabeça dos homens confortáveis acopladas ao pescoço. Externa a qualquer código de ética, ou regime moralista o "bom dia-boa tarde- boa noite", a partida de futebol que, foi, acontece ou será e o "Deus sabe o que faz" mas, presente na boca do ateu do que um possível palavrão ( sim, os ateus convictos são mais carolas e dependentes das boas maneiras do que qualquer cristão, que eu conheça, seja do cristianismo) tornam a rotação do globo terrestre mais rápida e assim o dia morre leve. Entre mortos e feridos: salvam-se todos !



Dentre as atividades favoritas dos homens para acelerar a rotação do globo terrestre, sem cair na tentação de matar o bípede mais próximo - ou morrer na mão deste - , está a de falar do tempo. Sabe aquela aflição que se têm ao lado de um estranho após dois minutos de silêncio num ponto de ônibus mais estranho que esse ?
Como que tomados por um perturbar, causado pelo silenciar do minuto que existe calado logo uma das partes rompe a falar do tempo .

Da chuva que caiu, cai, caíra. Do sol que se fez , que se faz, que fará. Os desastres naturais estão em alta na roda dos anônimos, meteorologistas do ultimo minuto, amigaços atemporais de plantão, de fala compulsiva presentes em cada esquina, em cada qualquer esquina. Presentes em cada um, em cada uma que me aparece ...

Ainda pior dos que se poem a falar do tempo (clima) assunto este nada novo porém , que se faz novo a cada nova tarde - vê o desenho das nuvens - , são os que desabam a falar das estações. Reclamam do inverno, e da preguiça que este lhes dá como se fossem os grandes operários do verão. Ou quando do contrário, falam da chuva que os torna imóveis mas, é possível contar nos dedos , no período de um ano, as vezes que estes sob o céu aberto se dignaram a apreciar as estrelas.

Tenho medo destes, e temo ainda mais o dia em que o vento soprar numa só direção. O Sol queimar numa só temperatura e vir a cair sob nossas cabeças a mesma chuva:

Quê farão estes ?
Com um tempo mais previsível que eles ?

sexta-feira, 22 de julho de 2011

AUTO AFIRMAÇÃO


a impressão que tenho da grande impressão que se têm
tenho pra comigo impresso que não impressiona ninguém




*quem têm medo do lobo mau ?

terça-feira, 19 de julho de 2011

Decifra-Me # 01


Tem um sal no nome
pois nem sempre é doce o que se sente
Ecoa como se fosse coisa do passado
Mas custa a passar quando presente

Vai na mala de quem não tem
vergonha do peso que é carrega-la
Palavra mal dita
Pois, quando muito dita é difícil mata-la


sábado, 16 de julho de 2011



Há tempos que não a visito, nem de longe.
Ela, eu sei, não tem me visto
Afinal, não há nada de novo em mim pra se ver
Talvez se eu sorrisse mais
ou sorrisse o mesmo tanto de sempre, se só sorrisse sempre
ou só sorrisse o mesmo que ela
sorrisse sempre só pra ela
até que meu sorriso por fim derretesse
pende-se nos lábios
ela acabaria por sorrir menos,
ou continuaria a sorrir, nem mais ,
nem menos, só mesmo o mesmo tanto que sempre sorri
minto, sorriria sim, só que sorriria menos ...

menos pra mim.
sempre vêm alguém e diz que eu preciso de alguém ,
alguém que me faça querer ser alguém
na vida .
e disso sempre acho graça !

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Conversão


"Você O aceita como seu Salvador?"

O seu silêncio ainda é maior que o grito do orador.

"Diga, não tenha vergonha de declará-Lo como seu Salvador !"

A Parábola do Filho Pródigo o havia convencido, o havia emocionado. Ele sentirá que tudo o que o pregador dissera até então, era especialmente para ele. Justo naquela noite, o Pai esperava, pelo filho, que arrependido, O encontraria de braços abertos.
Assim antes pelo amor do que pela dor e sob o regimentos dos brados de um pastor que lhe guiava rumo à um Pai Misericordioso , seu poço frio pôs-se a desaguar. E assim se sucedeu mais uma conversão.


Minha semana começou com um "Pô bixo, nunca pensei que diria isso... mas, eu quero me casar !" . Assim de coração aberto, um amigo assumiu que, já farto de uma vida desregrada, ansiava assumir, no civil e no religioso, as regras de um joguinho à dois que duraria enquanto o felizes para sempre durasse.
Claro que não me disse com essas palavras, mas, mais uma vez o antes pelo amor do que pela dor prevaleceu.


Por incrível que pareça, você pode não ter notado, mas a nossa geração, sim, nossos amiguinhos estão assumindo com uma lucidez explicita e até invejável o politicamente correto que há dez anos atras seria careta nos papos de esquina.

Estudar, não beber nem fumar, trabalhar, ter endereço fixo, casar, ter filhos .... ter religião !? (ufa!)

Valores esses que foram postos à prova da metade do séc. XX pra cá graças à invenção dos irmãos Lumiere ganhando corpo nas representações de Brigitte Bardot e James Dean, e depois com a revolução sexual de um "faça amor não faça guerra'' enquanto um mundo desacreditado padecia às amarras de uma possível guerra nuclear.

A nossa geração que assistiu a banalização do sexo, consumia violência nos videotapes durante o café-da-manhã, aprendeu a comer congelados assistindo enlatados, e que natos num mundo de desigualdade e injustiça passou a questionar ainda mais cedo : "Deus existe?"

Sim, essa mesma geração que desde que se entende por gente já nasceu num mundo de coitados, chorões, de uma crise econômica filha de uma forma política que não foi escolhida por nós.
Um mundo onde não se confia no outro, onde não há razão para ter fé, onde trazer no ventre uma nova vida é algo insano, é trazê-lá para uma via-crucis congestionada.


É amigos, não têm sido fácil. E como é da natureza do jovem a teimosia, o "força que dá". Não há nada mais dotado de ATITUDE do que encarar esse mundo como ele é. Experimentá-lo, ser um herói anônimo, praticar a honestidade, ter fé. E é dessa lucidez invejável que falo . Assumir essa responsabilidade com o mundo. O desafio de ser normal ante todas essas anomalias, permanecer saudável nesse grande ambulatório , não há nada mais radical hoje do que trabalhar por exemplo. Um velho amigo, em tempos idos praticante da vagabundagem, se converteu num grande operário e recentemente assumiu ser feliz em seu ofício. Assim como meu amigo que se converteu recentemente em noivo. Conversão não é ação exclusiva dos metodistas não. Converta-se você também , seja um bom aluno,um bom filho, beije uma só pessoa. REVOLUCIONE!

Não é lição de moral, mas, toda essa herança, de atitudes promiscuas para contudo, não é oriundo da nossa geração, é uma carga que já vinha se acumulando ladeira abaixo.
REVOLUÇÃO nada mais é do que RE - EVOLUÇÃO ou seja, voltar a evoluir.



E num mundo doente como o de hoje, onde tudo o que corrompe o objetivo do homem, como o ser reinante no planeta Terra, que é o de evoluir. Não há nada mais radical do que ser CARETA !


terça-feira, 7 de junho de 2011

Aposta


Tenho jogado...

muita conversa fora
por horas à horas & ora essa ,
oras bolas
0 X 9 fora

Tenho me questionado muito
ultimamente
____________nado e nada
nado e nada me convence
______________vem sempre a mesma resposta


Aposta comigo que eu ganho : a derrota

Me dê um novo amigo que eu perco de volta

domingo, 5 de junho de 2011


Enquanto fitava aflita as estrelas - sem vê-lás -
desejava ter aprendido desde cedo a fumar
naquele momento, traria consigo um cigarro, um trago
no intuito de dalí traga-la
fitar o seu estar na fumaça que intoxicaria o serenar
mas não!

- ela não fumou -

Eu a vi
até antes mesmo de vê-la
e ela, mesmo alí
ainda estava lá
com a cabeça num lugar pr'onde deseja, mais uma vez, ir
ir mas não voltar

E havia
nela algo tão meu, tão seu
tão nosso
tão trágico de tão óbvio

NINGUÉM SABE SER SOZINHO

a solidão não se ensina
ela 'só' se aprende

sábado, 28 de maio de 2011

Ventilador


Me dê seu coração por certo
Num copo d'agua deserto
Num gole certo pra me despertar

Me assusta ainda tê-lá por perto
Feito vela acesa e é um sucesso
Nossa sombra à se projetar

e ter como luxo um cobertor
e no ventre do teu mundo o nosso amor

- Em breve o novo assim virá !

E no frio d'outro prédio
Despencaremos do tédio
E o Santo Remédio sabemos é amar ... go !

Então eu largo o seu sorriso
Elevo o 'ama-lá' a outro nível
Corremos o risco de 'estar' à salvo
e ter só por capricho seu calor
pra poder acender ventilador

- Em breve o logo sorrirá !


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Meu Filho



Embora você não seja meu filho
Meu filho,
Me permita ser seu irmão

Te darei a mão, como se dá à um filho
Meu filho,
Lhe darei também a minha mãe

Embora sua mãe me tenha
Meu filho,
ela não me queira como a seu pai

Quando você se olhar no espelho e não se encontrar

Terei o prazer
Meu filho,
Em me chamar seu pai

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Camisa Desbotada



Amiga entenda como eu fiquei . 
Não é culpa minha esse "modificar"
Foi mesmo o tempo que eu guardei pra aguardar

Algo ficou pra trás, disso bem sei
Igual camisa toda a desbotar
Desculpa babe, se eu não beber nem dançar

Depois de tudo que eu já sonhei
Depois, também, de tanto acordar
O seu olhar eu sei já não me vê
Só vê lá.

Desculpa Amiga, se desconversei
e nem pretendo lhe agradar
Depois de tudo que eu já passei 
só sei lá ...

Samba do Acomodado





Adormeço e só meço a dor

Se me atordoa o despertador
Que todo todo com o seu motor
E eu torto com o colchão que já me deformou

Eu me incomodo nesse acomodar
De qualquer modo não vou me mudar
E emudeço do amedrontar
Do teu mundo meu mundo adentrar

domingo, 24 de abril de 2011

Nefasta

Nada mais nos resta
E esse teu fogo que não presta
Me detesto
Maldizendo o Sol que invade a fresta

Afasta-te de mim,
Amor que me desarma
Azar o meu é você quem diz
Que infeliz mesmo é o meu querer
_____________ esse te querer assim

Eu me viro pelo avesso
e vice e versa

Eu forço, faço verso
E você desconversa


quarta-feira, 13 de abril de 2011

E Quando ...

Nunca me vi tão incerto do segundo passo. Houve sim, o primeiro que foi estar, caminhar, falar, cantar, ser ... e agora ?

Agora que já não sou mais eu, agora que não respondo mais por mim, agora que não mais me encontro ? Justo, agora que me vi perdido em meio as mentiras que criei pra sustentar de alegria teu mundo, pra não deixá-la entristecer ...


Te dei um “EU” que dentro em breve há de morrer, do teu lado, longe, tanto faz... nós, enfim, nós sabemos . É um “EU” atemporal que em breve há de expirar pois, nunca pertenceu a ninguém.

E essa obsessão que me atrai como um lume ... logo, logo cegará essa estrada. E disso só eu sei.


E quando tudo for trevas, deixe a porta entreaberta por favor !

sábado, 9 de abril de 2011

A Maiúsculo


Um tanto exausto... sentimentos se confundem com a ressaca e a futura falta desses tais sentimentos hão de confundir-me ainda mais pelo o que me resta desses 20 e poucos anos ...


"eu estava em paz quando você chegou"



é um trecho da canção do Nando. Derrepente me sobreveio com tal assombro uma vontade súbita de sair correndo e ouvir Soneto, na voz da Nara, ou Essa Tal de Mentira do Sampaio ...

Um tanto escorneado, pés numa fossa resultado de um sonho que eu deixei transparecer, transbordar ... naquela mesma praia em que quase chorei , dias antes eu discutia sózinho a possibilidade de afastar tal cálice o quanto antes. A embriagues do Amor (oh!) ... quis sacar de um bom Nietzche mas, longe de querer ser o Super Homem. optei por ficar com toda a minha fragilidade e sensibilidade de ser-apaixonado ... pois , o Amor (com A maiúsculo) não nos foi dado pelo Pai Celeste ? então por que nega-lo ?



Ainda, na mesma praia em que quase chorei , quando já arrependido de não ser um robô - evitando assim tais sensações -ao tocar a água e um céu luminoso se faz sob meus pés ...

planctons e mais planctons nas aguas rasas. uma festa particular na ausência de estrelas no céu. Me veio um insight e jurei NUNCA MAIS inflar a estima alheia enquanto a minha própria estima só se deteriora. É um vagão, a vida... vagão no qual vou sózinho.

Compreendi mais do que nunca a "Alcatéia de Um Lobo Só" aforismo do doidão de "Se Beber não Case" - titulo que por sinal é assaz sugestivo.



Já deitado na areia, enquanto eu me sentia parte da Terra e pensava/sentia toda a sua força, energia, magnetismo ... um outro show particular se fez perante meus olhos ... o céu se abriu e dividiu suas estrelas comigo ... Obrigado Senhor!



Lembrei que o meu amigo Gusta havia dito que era uma data muito especial no Calendário Maia, ele falou de transformação e FORÇA VITAL (?).

Ah, os amigos... lembrei que naquele mesmo dia eu fora sondado por um velho amor que se mostrou tão novo, reforçando a máxima de que o "Tempo é Rei e Mestre" ... o melhor adm que eu conheço ...



No final da praia, e já no fim da minha tristeza encontrei um grupo de amigos...as melhores pessoas que eu poderia encontrar naquele presente momento e literalmente eles me salvaram ! Algo como "Anjos Chapados"

Na volta pro alojamento eu e um amigo, que por sinal é gay, ouviu pacientemente as minhas queixas... após nos perguntarmos qual seria o nosso signo agora ? A Serpentuarina deve ter abalado o nossa maré astral ... no meu caso causou no mínimo um tsunâmi... e pela primeira vez eu dei um trago num cigarro... eu ainda queira morrer... mas, não fez minha praia, outra lata de cerveja ( já era a terceira, mas, vale dizer que antes eu já havia bebido muito, muito) ...

ainda depois, durante um açaí, ele me ajudou a responder um recado mais que especial via orkut... talvez da mulher que será a mulher da minha vida !

reforçando ... que o Amor ainda está por aí ... só o desconhece quem não Ama a si mesmo.



todos esses fatos se deram pela madrugada a fora

sexta-feira, 8 de abril de 2011

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Meu Deus do Chão






A palavra para essa manhã é COMUNHÃO .







Comunhão com o Divino, para com o Altíssimo, sentindo que o Espírito Santo, ou o Átman, conforme certa crença oriental, habitam em mim, se movem comigo, automaticamente, conduzindo-me à uma postura de retidão, solenidade e reverência. Reverência essa que faço ao Maravilhoso se contrapõe a humilhação de outrora e me vejo vendo Deus como meu igual. (?) Certa amiga minha, certa vez, condenou-me de forma áspera pois, procurei cravar nelas idéias minhas, ainda não-provadas de que...



DEUS HABITA CADA UM (do contrário de que vale a Santíssima Trindade, ou o sopro da vida representado pelo Espírito Santo, uma vez ela como cristã ?)



TODOS SOMOS COMO DEUSES (feitos à Sua imagem e semelhança e uma vez Ele dividindo seus poderes conosco, a CURA como exemplo) As culturas e cultos do Oriente muito em voga na roda dos filhos de Aquarius, o positivismo de Comte, a descrença nas instituições e a sobre-vida ocidental deram a o homem atual um deus vazio, sem utilidade. Esse que hoje, exerce a função de um band-aid , que você sabe que está por aí... numa gaveta próxima e que ... uma vez solícito, socorrer-nos irá porém, só nos será util até que a ferida estanque. E em nome desse deus que eu não quero é que nessa manhã, sinto-me mais do que nunca movido por Ele, o único Deus que eu conheço. Este que não é o dos hebreus, não é o do "valhei-me-deus" , que não é o do "deus-lhe-pague"... Deus esse que por fim, só eu conheço... Sendo assim um Deus que é ... só meu ! um Deus que só cabe a mim. Que só a mim serve !!!



quinta-feira, 31 de março de 2011

rolê noturno rente ao mar

Recém salvo de um chove não molha seguido, exatas 72 horas, me vi obrigado, em respeito à menor estrela que se punha atrevida por dentre as nuvens, a sair... dar um role à beira mar. Outro motivo, e que por sinal esse, o principal, era o de me escutar um tanto mais e agradecer pela benção que tem sido meu dia após dia, faça nele chuva, faça sol ou seja noite ... agradecer em especial às noites... 

Dei pause no Arnaldo Baptista e fechei todas as janelas do msn, lá fui eu ... escutar-me ...

 Fiquei triste ao calcular que em meus 23 anos não adquiri ao menos um celular... tal deficiência seria o mesmo que morar em Paranaguá e não ter uma bicicleta ... um argumento salvador ainda é o de que uma vez eu não tendo um - celular -  não me vejo preso – ou solto – pela má cobertura das operadoras, me privando assim também do frio na barriga pelo imaginar que *Ela ou *aquela tenham me ligado mas, o bendito celular,  encontrava-se fora de área. 

~

É noite e faz frio, por isso mesmo aquele medo de se encontrar a céu aberto... céu ? fitei ao longe uma estrela imaginei que aquela poderia ainda ser Lúcifer, dado o fato de que as estrelas demoram anos , anos, incontáveis anos para se que sua luz chegue até o nosso alcance. Ou como nossa informação é tardia ... velava eu um poltergeist de um anjo rebelde ?

Vi ao lado uma poça imensa, resultado da chuva que sob o brilho daquele céu soava sinistramente linda ... e havia ainda uma outra menor em largura

É quando mesmo junto, só nós nos vemos. Oh, como eu queria tê-la ao alcance do meu descanso. porém, extensa que parecia um espelho horizontal ... ao meu lado direito ao mar. Lembrei que não carregava nada além da chave do quarto, há muito tempo eu não caminhava por mais de 100 m sem uma moeda no bolso.

Na beleza daquele horizonte predisposto km à frente a fortaleza, senti vontade imensa que caminhar até lá. Porém, eu não possuía pensamentos e devaneios o suficiente que servissem de combustível para tal missão. REFLETIR. Como a água retumbante ao meu lado refletindo o que sobrou do céu. Esse era eu.

Por meio minuto, só por meio minuto, senti a necessidade de que uma moça que conheci á pouco tempo, compartilhasse daquelas visões comigo. Aquele frio que só o mar do outono traz deixando pra trás aquele calor nonsense by veraneio.

Ah, na meia volta que eu dei lembrei que havia um combo de caipirinha+DVD com os amigos a minha espera. Onde numa casa que não sendo nossa, discorreríamos sobre empregos que não os nossos, fortunas que não são nossas, prazeres não nossos... e o meu assunto predileto

MULHERES ... essas as quais mesmo com toda a eternidade nunca, lá no íntimo, serão nossas !

terça-feira, 29 de março de 2011

domingo, 27 de março de 2011

...ah,essas emoções baratas ... por conta delas é que a minha razão tanto encarece

sexta-feira, 25 de março de 2011

A lei da Distração

Confesso que fiquei um tanto puto quando ...
descobri que a frase "Os opostos se distraem" já havia sido usada pelo O Teatro Mágico.
Distração, o mundo nada mais é do que isso meus caros,
A Lei da Atração, fenômeno esse - ou best-seller ? - que ficou em voga nos primeiros anos do nosso vigésimo primeiro século, nada mais era do que uma compilação do "aqui se faz aqui se paga",''causa e efeito","cuidado com o que deseja"... coisas que me seduziam quando eu tinha meus 9 anos de idade. Hoje que "as coisas entre o céu e a terra" versus minha "vã filosofia" pouco me surpreendem... carrego a Lei da Distração... caminhando sem rumo, como quem caça assunto ... só pra correr o risco de que por vez, o assunto me cace.

E pra variar , já no século XXI, pessoas de todas as idades cantaram :



"O acaso vai me proteger / enquanto eu andar distraído"


Distractio Human Est

quinta-feira, 24 de março de 2011

tudo por fazer ... ou seja até o presente momento NADA FEITO !

Meo Riso

Agora só divido meu riso com quem
sem dúvida alguma

não me trará nas mãos cerradas

dúvidas e dívidas



Me divirto ?

terça-feira, 22 de março de 2011

Afinidades que por fim, um dia enfim, findam

Percebo (ainda que na minha meninice) que o tempo passa e o dia a dia nos tras novos sabores e dissabores ... a vida é isso atração e repulsão meu caro (infelizmente)

Só pra chatear

Saudações amigos... eis aqui meu novo blog.

e pretendo dentro em breve ... sob a tutela de vocês (claro!) preenche-lo .

Doar assim uma parcela das minhas culpas e dos meus méritos.



Benção ou Maldição ???



cabe a você ...virar , revirar , sacolejar seu monitor até que a VERDADE transpareça

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