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Apaixonado ... cada hora por algo , vivo de pequenas distrações, coleciono canções, pessoas, passos, enfim, um vasto relicário de ações + reações ... campeão em recordações. já o FUTUROooo... eu deixo todo ELE pra vocês !!!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Sobre a Bondade II

não é fácil tirlhar o caminho da sobriedade, noutros dias era bem mais prático - embora desonesto para comigo mesmo - abrir uma lata de cerveja e brindar qualquer coisa, 

o nascimento do sobrinho do vizinho do colega de trabalho, 
a classificação do unico time nacional para as semi finais de qualquer campeonato internacional,
os quilos à mais e a estria visivel de uma ex ...

hoje o mundo por mais maldoso que seja nos exije bondade, e querer injetar bondade na natureza de quem exteriorizadamente a desconhece ... isso sim é de uma maldade imensa.  Para ser bom preciso calar meu senso crítico, mentir, bajular, ir a jantares, comer sem fome, comprar sem dinheiro, querer o inutil, ajudar quem não precisa ...  enfim a peça que o mundo nos prega ... 

seja bom pra com todo mundo menos pra consigo mesmo. e será o bom menino de que o lobo mau precisa.

microdramas diários em porções macro

INVERSÃO DE VALORES

outro dia um senhor de dreads e tatuagem reclamou do som satâncio que seus vizinhos evangélicos faziam ao lado.

PATERNIDADE PRECOCE

um menino que se tornou pai não deixou de ser menino. mas o menino deixou de ter pai. 

NA HORIZONTAL

ele têm o emprego dos sonhos enquanto dorme

AUTO FLAGELO

ela acendia um cigarro após o outro enquanto falava de valorização da vida.

DIFAMAÇÃO

ele era famoso por seus crimes , hoje é um anônimo por sua honestidade.

O BEIJO DO TEMPO

ela não gostava de ser beijada e nem de trabalhar, hoje em dia é trabalhoso pra ela conseguir um beijo sequer.

0 x 0

ele luta pela felicidade dos filhos, é um derrotado que nunca foi feliz

segunda-feira, 30 de julho de 2012

segunda, domingo, qualquer dia

é uma nova manhã, é segunda... friaaaaaaaa 
cheia de promessas como tantas outras segundas já findadas extinguidas da memória esmagadas pelo frenezi, o extasê desse paraíso, 7º céu, chamado fim de semana, esse oásis tão desejado onde as promessas se materializam. 

domingo pode ser bom, pode ter maionese, pode ter ressaca, pode ter Faustão, domingo também pode não ter ninguém
. à procura de um amigo, de portão em portão, não achei ninguém... quem me acenava era um televisor ou outro sob o véu da cortina, um aceno por sinal barulhento, radioativo e nada saudável, testemunhas oculares minhas de tal feito: churrasqueiras frias ainda exalando ao longe o cheiro de sacrificio.

passeio, já sem anseio, enquanto meu salário não vêm, esse soldo tão ralo quanto sopa, distraído, trópego, rememoro um amor qualquer como letra de canção gasta cujo só reverbero o lá, lá, lá ... até mesmo para o amor eu já perdi o tom, e eu que sempre amei agora só sei ser frio
e ser frio, em dias assim, não me exije o menor esforço

quinta-feira, 26 de julho de 2012

O lado real da força

esbarro diariamente com pessoas reclamando, outras tantas se justificando, se defendendo, e em especial com uma grande maioria que vive se agredindo ... e da agressão que falo aqui não é o tapa dado na cara do outro, do alheio, mas a maior agressão ainda é o abraço guardado, poupado, a mesquinhez de cruzar os braços, negando acalanto ao seu igual

quarta-feira, 25 de julho de 2012

neurose, minha doce neurose


me pego, de cara comigo mesmo ... lambendo as feridas da emoção barata que crio num mundinho só meu ... o sorriso que me alívia a neura , é o mesmo que me causa estranha dor na manhã seguinte quando este se faz ausente.  

segunda-feira, 23 de julho de 2012

como se faz

nem sei mais como se faz isso ... 

eu poderia te pegar na saída do colégio, fariamos um outro caminho, eu aceitaria um chiclete, à contra-gosto, claro, e então eu jogaria no lixo todo o meu vocabulário, acúmulo do museu que venho sendo à anos, usaria duas ou três gírias 'maneiras' evidentemente que com os dois pés atras ... com certeza estas gírias - gíria não dialeto - já caíram em desuso.
mesmo assim insistiria, ignorando o fone gigante que você usa pra se proteger do quer que eu possa vir a dizer, e você flagraria num intervalo ou outro de qualquer canção barulhenta que mesmo 'nonsense' o que digo soa bem. Abortariamos a viagem no começo, duas cabeças de vento que esqueceram o isqueiro, meia volta volver ... desta vez sem proferir palavra alguma. 
recolho-me a tempo  de evitar maiores frustrações ...
e quando tudo pareço perdido, num dia fora do tempo, você confessa que o fone estava desligado, que foi divertido ... e que de lá pra cá nunca mais tirou o isqueiro da mochila aguardando um novo convite...  

e eu que nem sei mais como se convida ...

e agora ?

agora que não mais escrevo e que mal falo ... justo agora que passo as horas à sós comigo mesmo
coloquei de castigo o eu que eu já fora um dia, sem a baboseira de voz interior ou de calar o ego, pus de castigo pela mera preguiça de me expor.

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