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Apaixonado ... cada hora por algo , vivo de pequenas distrações, coleciono canções, pessoas, passos, enfim, um vasto relicário de ações + reações ... campeão em recordações. já o FUTUROooo... eu deixo todo ELE pra vocês !!!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ainda não

É um retrato um tanto abstrato esse que faço, caço na lógico e lógico ... nada vejo.Reconheço trágico que argumento algum justifica essa minha obsessão- chamemos assim de obsessão pois, aprendi nos meus 20 e poucos anos que amor é outra coisa, que amor é sempre depois, mais do que o que fica é o que mantém- mas, chamo de obsessão essa cegueira da mariposa que vai de encontro ao lume, o inseto que sou eu quer o seu ápice, seu apogeu. A apoteose da mariposa se dá no beijar a lampada incandescente, mesmo que essa, vampiresca, lhe dizime a vida. 
Ooooh, 
Encerro por aqui o lamento, talvez nem seja pra tanto, e eu que desde cedo aprendi a jogar pra menos ... jogar baixo, evitar frustrações. Por medidas de segurança repito: obsessão ainda não é amor. 

Mas que faço eu ? Se trago comigo esse segredo que escancaro em versos que complico. És uma ave rara de olhos curiosos, como faço para não assustá-la com meu canto estranho? 
Reconheço por obsessão o que me toma o dia, o travesseiro, os versos, versos esses que ela não lê nem  lerá, pois não consigo atingi-la com meu canto estranho. Acalmo-me. Ela, afinal, é só uma menina, é o que vejo, quanto mais me distancio mais a vejo pequena, a vejo de pés descalços brincando na areia, correndo serelepe para a casa em tempo de não ser flagrada pelos meninos de barba rala que há tempos desistiram de brincar, e um desses muitos meninos, a sonda-la, sou eu.

Mas, a menina se faz mulher no momento em que a vejo de perto, em que revolvo seu arquivos, fuço os labirintos em que deixa as migalhas que sigo, sei que hei de me perder. E tolo eu, acho que todas as migalhas são pra mim. 7 bilhões de pessoas no mundo e eu quero o seu sorriso luzindo só em minha direção, norteando os meus dias, salvando as minhas tardes como têm feito, enchendo a minha cabeça de fantasias. 
Dentro em breve a menina, já grande, cresce e vai nos braços de alguém. Vira uma sombra de si, do astro luminoso que era - que é hoje - e há de fulgurar seu brilho ainda distante. É assim quando a gente sabe que as estrelas que nos norteiam hoje já se extinguiram há milênios atras. 
Caí em melancolia, e como já disse, nem era pra tanto. Permaneço feliz tolo no meu estranho canto, me deliciando num banquete de migalhas que essa menina deixa por esfarelar dentro desse labirinto.

E ainda não é amor ...

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