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Apaixonado ... cada hora por algo , vivo de pequenas distrações, coleciono canções, pessoas, passos, enfim, um vasto relicário de ações + reações ... campeão em recordações. já o FUTUROooo... eu deixo todo ELE pra vocês !!!

domingo, 6 de maio de 2012

A Primeira Ex a gente nunca esquece

A primeira ex a gente nunca esquece ... independente se tal título é fruto de uma ruptura traumática ou de um esbarrancar já previsto. Fato é que : uma vez após a primeira ex, todas as demais trazem o traço desta, todo o novo romance tem cheiro de final ... nem sempre feliz e até mesmo desconheço o fim, pois nada foi tão bom assim a ponto de deixar saudades.

Vale lembrar que a minha ex, já tinha um ex na vida dela e pelo que pude deduzir ainda há tempo é que em sua relação anterior ela era a submissa, o que não aconteceu quando eu entrei na história. Eu detestava a ideia de qualquer tentativa de romancezinho adulto que ela insistia em simular, em querer inebriar o ar com tal cheiro de amor. Era ela quem escolhia o caminho, o cardápio, moderava minha apetite, ou a aguçava conforme a sua fome. 

E eu,nunca deixei de estar ali, mesmo detestando aquele combo de beijos, batata palha, mostarda, sereno e catchup.

Pra tornar tudo tão mais difícil ela insistia em frequentar os mesmos lugares que frequentava anteriormente com o seu ex-amor. Eu sempre a  morrer de tédio ante a ação invasiva por parte dos garçons,do taxista, da recepcionista do motel, da menina do hot-dog - que sabia que ela comia sem ervilha e com muita maionese . Estes se dirigiam a ela como se eu não estivesse ali, uma espécie de cão que ela levara pra passear, ainda filhote, que mal latia, que substituía a ausência de seu amor passado, que pelo o que soube a passara pra trás. 

Certa vez o taxista, por pouco, quase me deixou pra trás e adivinhem vocês quem foi no banco da frente proseando por todo o caminho enquanto eu sozinho e com frio balbuciava no banco de trás. (?)

A experiência, na qual não houve troca alguma, foi cruel. Terminamos, antes que ela acabasse comigo. Mudei de cidade, com o tempo conheci outras meninas, todas ''ex'', dessa vez "ex" minhas. Sequelas de relacionamentos anteriores todas *''sementes mal plantadas, que já nascem com cara de abortadas". E em todas além do lugar-comum, o fim, elas tinham em peculiar os trejeitos de Rainha Louca da primeira :
Cortem as cabeças !!!

Ah,  a primeira ex depois de um tempo voltou com o seu ex e tiveram uma linda criança, vivem juntos e passam bem. 

Conclusão: 

Amores passam, relacionamentos acabam e no meu caso só um ex-amor dura para sempre. 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ainda não

É um retrato um tanto abstrato esse que faço, caço na lógico e lógico ... nada vejo.Reconheço trágico que argumento algum justifica essa minha obsessão- chamemos assim de obsessão pois, aprendi nos meus 20 e poucos anos que amor é outra coisa, que amor é sempre depois, mais do que o que fica é o que mantém- mas, chamo de obsessão essa cegueira da mariposa que vai de encontro ao lume, o inseto que sou eu quer o seu ápice, seu apogeu. A apoteose da mariposa se dá no beijar a lampada incandescente, mesmo que essa, vampiresca, lhe dizime a vida. 
Ooooh, 
Encerro por aqui o lamento, talvez nem seja pra tanto, e eu que desde cedo aprendi a jogar pra menos ... jogar baixo, evitar frustrações. Por medidas de segurança repito: obsessão ainda não é amor. 

Mas que faço eu ? Se trago comigo esse segredo que escancaro em versos que complico. És uma ave rara de olhos curiosos, como faço para não assustá-la com meu canto estranho? 
Reconheço por obsessão o que me toma o dia, o travesseiro, os versos, versos esses que ela não lê nem  lerá, pois não consigo atingi-la com meu canto estranho. Acalmo-me. Ela, afinal, é só uma menina, é o que vejo, quanto mais me distancio mais a vejo pequena, a vejo de pés descalços brincando na areia, correndo serelepe para a casa em tempo de não ser flagrada pelos meninos de barba rala que há tempos desistiram de brincar, e um desses muitos meninos, a sonda-la, sou eu.

Mas, a menina se faz mulher no momento em que a vejo de perto, em que revolvo seu arquivos, fuço os labirintos em que deixa as migalhas que sigo, sei que hei de me perder. E tolo eu, acho que todas as migalhas são pra mim. 7 bilhões de pessoas no mundo e eu quero o seu sorriso luzindo só em minha direção, norteando os meus dias, salvando as minhas tardes como têm feito, enchendo a minha cabeça de fantasias. 
Dentro em breve a menina, já grande, cresce e vai nos braços de alguém. Vira uma sombra de si, do astro luminoso que era - que é hoje - e há de fulgurar seu brilho ainda distante. É assim quando a gente sabe que as estrelas que nos norteiam hoje já se extinguiram há milênios atras. 
Caí em melancolia, e como já disse, nem era pra tanto. Permaneço feliz tolo no meu estranho canto, me deliciando num banquete de migalhas que essa menina deixa por esfarelar dentro desse labirinto.

E ainda não é amor ...

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