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Apaixonado ... cada hora por algo , vivo de pequenas distrações, coleciono canções, pessoas, passos, enfim, um vasto relicário de ações + reações ... campeão em recordações. já o FUTUROooo... eu deixo todo ELE pra vocês !!!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Pálido Salão

Chamou-me  a atenção, como da primeira vez. Leve. Suave girava numa dança nos braços de alguém tão me alheio quanto ela. Outra. Tão nova como a de sempre, a que sempre guardei em conserva na memória, pois é a única da primeira vez.
Como antes disse, conservava uma fagulha, centelha da luz primeira que vi num outro dia, dia esse num outro tempo. Leve parecia. Mas, ao fita-lá , no exato instante em que seus olhos tropeçaram de encontro aos meus, como que desperto, a marteladas na parede, de um sonho vi que o salão não era tão iluminado e que luzes, como a dela,  por menores que sejam fulguram melhor no quanto mais distante da gente se encontram. Só iluminam uma vez que tenhamos decido num poço escuro demais e é lá que um palito de fosfóro faz de um cego rei.

Alí, parecia ser a do amor primeiro, a do tempo que eramos para o outro o que fomos num tempo antes de sermos o que somos hoje em tudo. Em suma não somos senão um para o outro: ninguém.
Mas ouço agora fascinado as marteladas na parede, o fascínio se dá na segurança de que uma pequena infiltração pode causar maior estrago do que 1000 marretadas e gasto meu tempo cuidando dos miúdos, dos pequenos detalhes.
Assisto a sua dança e penso triste em quantas voltas esse mundo azul deu pra nos devolvermos um ao outro, dois ninguéns num pálido salão, ela que agora dona de seus vícios faz sua fortaleza protege-se de mim. Eu, num castelo de cartas conservo ávaro minhas virtudes. A música toca e nem querendo queremos nos tocar.

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