Vejo tanta gente boa espalhando à toa tanta bondade que temo o desperdício dessa. Temo também que, uma vez ao resgatá-la, só nos reste a cara chorosa refletida no leite derramado. Já não dou Bom Dia à esmo, isso em momento algum prova que eu não zele pelo dia do próximo, em especial o faço sempre quando peço pelo próximo dia, cônscio de que o amanhã é uma mentira da qual não de se pode fugir, contudo, não quero mais me consumir todo num eterno hoje. Já não desespero com base nesse mundo que sempre há de acabar. Pois até mesmo esse sempre acabar há de ter fim.
Enfim, me surpreendo com tanta bondade, e já, parei ainda menino, pra fazer uns cálculos e concluí que há muito mais gente boa do que má habitando essa esfera pequena que gravita entre tantas outras na nossa ignorância de ser a singular vida inteligente no único espaço habitável. E nem é que a bondade exista é que há muito mais gente boa na arte de simulá-la.


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